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Year: 2021

Engine: MPAGD

Genre: Metroidvania

OS: ZX Spectrum

Language: English or Portuguese

Devwill Too ZX/MSX

Virgil's Purgatory ZX is a metroidvania platformer for ZX Spectrum (planned for MSX too in 2022). This is a .tap rom file (ZX), so you will need a ZX Spectrum emulator or the real hardware system to play this game. For ZX version I recomend using Espectaculator (paid) or Fuse (free). The game is based on the 2016 PC version, but has a lot of diferences in graphics and level design.

O Purgatório de Virgílio ZX é um jogo estilo "metroidvania" para ZX Spectrum (e está nos planos umaversão MSX pro ano que vem) o jogo é distribuído como um arquivo rom (.tap), etnão você vai precisar ou do hardware original ou de um emulador de ZX Spectrum para poder jogar-lo. Recomendo utilizar ou o emulador Espectaculator (pago) ou o Fuse (gratuíto). este jogo é baseado no jogo original que fiz em 2016 para PC, mas tem várias diferenças nos gráficos e no desenho de níveis.

Key Features:

  •  About 30 minutes of full speedrun gameplay (30 minutos de jogo "speedrun")

  • 48k game with YA music (Needs expansion YA card or ZX 128k model)

  •  44 unique screens (44 telas únicas)

  •  Metroidvania gameplay with platform and action elements (Metroidvania com elementos de ação e plataformas)

  •  Inspired by Dante's Alighieri "Divine Comedy" Brazilian northeast folk literature (lieratura de cordel), the history of "Cangaço" and woodcut art. (Inspirado na Divina Comédia, na literatura de cordel, xilogravuras, e his´toria do cangaço.

  • English and Portuguese versions included (versões em Inglês e Português inclusas)

Controls: please refer to the "reame.txt" for controls instructions (por favor leia o "leia-me.txt" para mais instruções sobre os controles)

Have Fun.

Please, after buying send an e-mail to paulo_villalva@yahoo.com.br to receive the download link.

Você pode comprar o jogo pelo botão Paypal ou por uma transferencia PIX no valor de R$ 20,00. Após a compra por favor envie um email com o comprovante da transferencia informando qual jogo você deseja para paulo_villalva@yahoo.com.br

Chave PIX: 476864fb-67e2-4cf3-a1e4-1ff45ed6c456

Algumas palavras a mais sobre a narrativa e contexto deste jogo:

Eu não canso de repetir que meus jogos são o meu produto de arte, e que encaro o jogo como uma linguagem estética com suas particulariedades tanto quanto o cinema, os quadrinhos, as artes plásticas, a literatura, ou o que você puder imaginar. Estou nessa "pesquisa" de entender essa linguagem, e explorar suas possibilidades, já fazem alguns anos, aprendendo tanto a parte mais "técnica" (a programação, o desenho de interação entre jogador e jogo, etc), quanto a parte mais artística, e não só fazendo as músicas e gráficos mas entendendo como isso tudo se articula na narrativa do jogo. E o tema escolhido é sempre muito importante nessa equação.

O Purgatório de Virgílio é (foi em 2016 e o é novamente, agora de forma mais consciente) meu manifesto de que um jogo brasileiro pode abordar temas regionais sem ser necessariamente "regionalista" ou menos ainda tradicionalista. Quando eu escolho pegar elementos da história do cangaço, da literatura popular de cordel e tudo que se relaciona a ela, e faço relação e diálogo com a Divina Comédia de Dante Alighieri, eu quero dizer que um não é mais importante que o outro em termos culturais. E que, claro, sendo brasileiro, me é interessante abordar temas daqui, mas sem reduzir-los á qualquer gueto ou margem, mas pelo contrário, fazendo o movimento de inserir-los na cultura universal humana. Por que o que temos culturalmente de diferente do resto do mundo é o que temos de mais rico e único, e ignorar nossa cultura seria também me empobrecer artisticamente.

Daqui a um ano, em 2022, farão 100 anos da Semana de Arte Moderna no Brasil. Sua importancia não cabe aqui nesse parágrafo, mas em resumo os modernistas deixaram claro que era preciso "antropofagizar" o estrangeiro, "comer eles", e assim parir o novo, mesmo que de forma caótica. Não basta se apoiar na tradição cultural, que é sim importante, mas é preciso ir além. Posteriormente, o movimento da Tropicalia atualizou este entendimento, e deixou ainda mais claro que o oposto também não nos serve: apenas imitar o estrangeiro como um "vira-lata" neo colonizado é talvez ainda mais miserável e pobre culturalmente, e que a "antropofagia" devia ser ainda mais radical. Em certa medida, o manifesto Mangue Beat, encabeçado por bandas de Recife como o Nação Zumbi, fez nos anos 90 uma nova atualização da atropofagia modernista, agora num mundo muito mais urbano que rural.

É sem medo da estatura destes grandes que eu me insiro nessa mesma busca, e eu não estou sozinho. Repito então, "O Purgatório de Virgílio", meu joguinho retrô, independente, obscuro, conhecido por poucos, foi meu manifesto nesse sentido em 2016, e o faço com ainda mais propriedade agora em 2021.

English: A few more words about the narrative and context of this game:

 

I'm never tired of saying that my games are my art products, and that I see it as an aesthetic language, with its peculiarities as much as movies, comics, visual arts, literature, or whatever you can call art. I'm on this "research" to understand and explore this language and its possibilities for quite some years by now, learning both the more "technical" part (programming, the design of interaction between player and game, etc.) and the more artistic part. Not just making the music and graphics but understanding how it all articulates in the game's narrative, therefore, the chosen theme for the narrative is very important in this equation.

 

Virgil's Purgatory is (it was in 2016 and it is again,more consciously now) my manifesto that a Brazilian game can address regional themes without necessarily being "regionalist" or traditionalist. When I choose to take elements from the history of “cangaço”, folk “cordel” literature with all that goes along, and find parallels with Dante Alighieri's Divine Comedy, I mean that one is not essentially more valuable than the other in cultural terms. It’s Important for me to approach the native subject without reducing it to any ghetto or margin, on the contrary, making the move to insert them into the universal human culture. Ignoring our own culture would feel like impoverishing myself artistically.

 

In 2022 the "Modern Art Week in Brazil" will be 100 years old. Its importance does not fit in this paragraph, but in short, the Brazilian Modernists made it clear that it was necessary to "anthropophagize" the foreigner, "eat them", and thus give birth to the new, even if in a chaotic way. It is not enough to rely on cultural tradition, which is important, but it is necessary to go further. Subsequently, the "Tropicalia Movement" updated this understanding, and made it even clearer that the opposite does not serve us either: just mimic the foreigner culture as a neo-colonized one is perhaps even more miserable and culturally poor. In more recent times, the Mangue Beat Manifesto, headed by Recife bands such as "Nação Zumbi", in the 1990's, made a head way on Modernist Anthropophagy, this time more close to the urban side of life them the the old agrarian country side Brazil.

 

It is without fear of the stature of these great ones that I enter this same quest. So I restate, "Virgil's Purgatory", my little retro, independent, obscure, known just by a few, game, is my manifesto on this matter.